Borges da Silva não exclui nova discussão pública sobre o traçado do IC37

– Avaliação do impacte ambiental, elaborada durante o governo PS de José Sócrates, caducou
Numa altura em que a concessão rodoviária da Serra da Estrela voltou à ribalta da agenda política dos autarcas da região, o presidente da Câmara de Nelas,José Borges da Silva, revelou ao nosso jornal que “o que é prioritário neste momento é que as obras finalmente avancem”.

Empenhado em que a conclusão do IC12 e a construção do IC37 possam finalmente vir a ser uma realidade, o autarca de Nelas questionado pelo nosso jornal sobre a possibilidade de colocar novamente em discussão pública o traçado do IC 37 (Viseu-Nelas-Oliveira do Hospital-Seia), admite, se tiver condições para tal, discutir esta questão. Borges da Silva explicou-nos que “nem  Câmara nem o seu Presidente tomou qualquer posição ou discutiu sequer esta matéria do traçado do IC37 – aquilo em que nos temos empenhado junto dos autarcas envolvidos é na defesa da ligação por auto estrada entre Viseu e Coimbra-Figueira da Foz por tal via ser essencial no ponto de vista económico, na defesa da carácter prioritário da conclusão do IC12 entre Canas e Mangualde – e que até decorrerá da efetivação da autoestrada Viseu Coimbra – e do IC37 Viseu-Nelas-Seia. Isto para nós é que é essencial, as Estradas”.

“Se o traçado do IC37 for novamente possível discutir é evidente que pode sujeitar-se a tal discussão e decisão de forma democrática”,  referiu ao nosso jornal. “Consideramos que neste momento , no entanto, o essencial é colocar esta vias como prioritárias e de elevado valor acrescentado”. salientou ainda o edil de Nelas.

Lembramos que a estruturante via foi objeto de uma avaliação de impacte ambiental, tendo ficado definido o traçado a Norte de Nelas, passando por Vilar Seco e Senhorim, em detrimento da solução que passaria a Sul, em Canas de Senhorim e Felgueira. 
O autal governo deixou entretanto caducar este estudo de avaliação do impacte ambiental, ou seja, terá que ser renovado ou reavaliado.