Autarcas novamente reunidos em defesa da conclusão dos IC´s da Serra da Estrela

Diversos autarcas da região Centro reuniram com alguns deputados do PS eleitos pelos círculos de Viseu e Coimbra, na passada Segunda Feira, nos Paços do Concelho de Coimbra. O Presidente da Câmara de Oliveira do Hospital, tem sido dos mais inconformados com a indefinição relativa à conclusão destes itenerários, considerados “estruturantes” para a região de que faz parte. Na sua página pessoal do facebook, José Carlos Alexandrino, escreve : 
“Na segunda-feira participei numa reunião realizada num hotel de Coimbra, com deputados e autarcas dos distritos de Coimbra e Viseu, eleitos pelo Partido Socialista, onde voltei a expressar a minha profunda indignação pelo facto de a construção dos itinerários complementares (IC6, IC7 e IC 37) não ter sido considerada como prioritária, até 2020, no chamado Relatório Final elaborado pelo Grupo de Trabalho para as infraestruturas de elevado valor acrescentado.
Como afirmei à Agência Lusa e a diversos órgãos de comunicação social, na semana passada, não calaremos a nossa indignação nem vamos aceitar que uma comissão, nomeada pelo Governo, dê uma sentença de morte a uma região que continua a andar em estradas do tempo da monarquia.
Volto a sublinhar que tenho dúvidas que esta comissão, nomeada pelo Governo, seja isenta e tenha feito um trabalho baseado em critérios assentes na coesão social, na sinistralidade rodoviária, ou no desenvolvimento económico e sustentado de regiões desfavorecidas.
Estou certo que o PS nunca dará o acordo às obras que a comissão considera como prioritárias, porque o interior do país não pode, mais uma vez, ser votado ao abandono. 
Por isso, foi com apreço que registei a solidariedade que me foi manifestada por todos os responsáveis políticos que participaram nesta reunião para a luta que travaremos pela construção daqueles itinerários complementares.
Portugal não se pode dar ao luxo de desperdiçar uma oportunidade para resolver os problemas de acessibilidades desta região, através dos fundos comunitários que estarão disponíveis no novo Quadro Comunitário de Apoio 2014-2020″.