IC´s da Serra da Estrela continuam a ser uma miragem

– O governo pretende atirar para as calendas Gregas
o IC 6,7 e 37
Apenas dois dos 30 projetos considerados
prioritários pelo grupo de trabalho para as infra estruturas de elevado valor
acrescentado ( GT IEVA) são afetos às acessibilidades :  o túnel do Marão e a ligação IP3 Coimbra-
Viseu. A construção dos IC6,7 e 37 está de novo fora do pacote de obras
previsto realizar pelo governo até 2020.O relatório final do grupo de trabalho
para as infraestruturas de elevado valor acrescentado, apresentado na passada
segunda feira ao primeiro ministro e que entra nesta quarta feira, em debate
público deixa de fora tão estruturantes vias para a região da Beira Serra,
sendo que no caso de Nelas, em especial o IC 37 representaria um forte
catalisador do desenvolvimento do concelho, ao aproximá-lo de Viseu e da Serra
da Estrela, num corredor que muito potenciaria o turismo, o termalismo, o eno
turismo e sem dúvidas reduziria drasticamente a sinistralidade da EN 231,
certamente uma das mais perigosas estradas do interior do país. Aquele
documento estratégico define um total de 30 projetos prioritários até 2020, num
investimento global de 5.103,8 milhões de euros. Daqueles, 18 dizem respeito ao
setor marítimo, oito ao ferroviário, dois ao rodoviário e outros dois ao
aeroportuário.
O MAIS – Movimento de Apoio à Construção dos
Itinerários Complementares da Serra da Estrela já tornou público o seu
protesto, apelando “em primeiro lugar ao governo para que reconsidere a execução
destes importantes traçados para não hipotecar ainda mais o desenvolvimento
desta região do Interior do país”.
Do mesmo modo, o movimento MAIS apela às populações
para que se “insurjam perante mais um atentado que está a ser perpetrado ao
interior do país, condenando-o à morte, enquanto se continuam a anunciar
grandes investimentos para as regiões mais favorecidas”. “Basta” entende aquele
movimento, ao mesmo tempo que desafia a todas as pessoas, empresas e demais
entidades desta região da Serra da Estrela que enviem cartas e emails para os
responsáveis governamentais apelando à construção destes Itinerários, bem como
a preparação de outras iniciativas de contestação e reivindicação.
Na missiva a ser dirigida, o MAIS aconselha a
inclusão do seguinte texto: “Vimos reclamar a inclusão dos traçados dos
Itinerários Complementares da Serra da Estrela IC6, IC7 e IC37 nos
Investimentos de Elevado Valor Acrescentado, para serem executados nos próximos
anos, através dos fundos comunitários disponíveis.
As populações do Interior do país não podem
continuar a ser tratadas como pessoas de segunda, a assistir a agonia da morte
destes territórios, por aquilo que não se investe e pelo pouco que se tem e
está a ser retirado. Apelamos à vossa sensibilidade para não termos de sair à
rua em manifestações, pela defesa do desenvolvimento da nossa região”.